Arthur Lira avança na corrida para se tornar presidente da Câmara dos Deputados

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Rodrigo Lico, o deputado Arthur Lira (PP-AL), revela como tem sido árdua a jornada para consolidar sua candidatura e eventual ascensão à presidência da Camara Federal dos Deputados. Ele esclarece quais as estratégias foram adotadas para se destacar e se sobressair, e assim obter a vitória perante os demais concorrentes, que também pleiteiam o terceiro cargo mais importante da república brasileira.

Lira se declara um defensor incondicional da democracia, e que através dela almeja ocupar a presidência da Camara. O parlamentar explica qual a postura tem adotado e as medidas que pretende tomar caso seja conduzido à presidência da Camara dos Deputados. Ele aborda temas sensíveis, polêmicos e complexos como: impeachment do Presidente da República; reformas estruturais como: administrativa, agraria e politica, entre outras, além de projetos para continuidade de programas sociais, como o auxilio emergencial.

O parlamentar explica a resistência que tem enfrentado desde que apresentou á própria candidatura, esclarece como tem buscado construir uma frente ampla de apoio através da unidade. Sempre pautado pela construção do dialogo aberto e permanente, com todos os partidos políticos, seus pares no Congresso Nacional, a sociedade civil, os movimentos sociais e todos os setores que regem a economia, bem como os demais poderes constitucionais (Executivo e Judiciário).

O politico destaca que sobre sua eventual gestão a frente da Camara dos Deputados, será protagonista em votar com regime de urgência projetos que visem o amparo e a assistência financeira, para as camadas mais vulneráveis dos cidadãos, que não possuem condições de prover o próprio sustendo, em virtude da crise econômica, causada em decorrência do novo Coronavírus, que além de ter ceifado as vidas de mais de 220 mil brasileiros, levou milhares de empresas a decretarem falência e consequentemente a sistemática demissão maciça de milhões de trabalhadores.

Confira:

Deputado, por que o senhor decidiu se lançar candidato à presidência da Câmara Federal?

Resposta: Nós queremos mudar a forma como a Câmara vem sendo conduzida nesses últimos anos. Queremos fazer uma inversão total de procedimentos. Sai o “Eu” e entra o “Nós”. O nosso compromisso é com o debate largo, dando voz às deputadas e deputados e seguindo os princípios que regem a Câmara: proporcionalidade e soberania do plenário. As pautas serão decididas com previsibilidade, definidas todas as quintas-feiras pelo colégio de líderes. Passaremos de uma presidência centralizadora para uma baseada na vontade do conjunto de deputados e deputadas, que são os representantes da população.

Deputado existe uma narrativa por parte de seus pares, os deputados que também disputam o pleito a presidência da Câmara, que caso o Sr seja eleito presidente da Câmara, a casa não teria independência. O que o Sr tem a dizer a respeito?

Resposta: Na minha gestão, a Câmara jamais será puxadinho de qualquer outro Poder. Autonomia é princípio básico, o plenário é soberano e não se sujeitaria a essa interferência. Qualquer um que sente naquela cadeira tem a obrigação de trabalhar pela altivez e independência da Câmara, em harmonia com os outros poderes.

Deputado, qual a estratégia que o Sr tem adotado para conseguir a maioria dos votos?

Resposta: Essa é uma eleição interna da Câmara dos Deputados. São os deputados e deputadas que decidem. E estou conversando com todos. Quero fazer uma gestão democrática, dando voz a todos os parlamentares. Eu sou a favor do país funcionar. Essa sempre foi minha trajetória. O que precisamos é colocar os projetos para andar e reverter a paralisação do Congresso.

Deputado, caso eleito, o Sr se compromete a pautar e por em votação reformas estruturais, como a reforma administrativa, reforma agraria, reforma politica entre outras?

Resposta: Nesses próximos dois anos, o Brasil precisa ter rumo para fortalecer o seu crescimento. Queremos que a economia deslanche e, para isso, é preciso ter um cenário seguro para o investimento, sustentável para as políticas públicas e propício para geração de emprego e renda. Por isso, acredito que as pautas de reformas estruturais do país devem ser colocadas em discussão e apresentadas para votação em plenário. Minha sugestão para os líderes será que, depois de votado o orçamento, a gente dê prioridade à PEC Emergencial, depois a reforma Administrativa, seguida da Tributária.

Deputado, ainda vivemos em período de pandemia e calamidade pública, muitos especialistas acreditam que 2021 será um ano de desafios para retomada economia, e para que o país supere a crise do desemprego, do fechamento de indústrias etc.. O Sr se compromete a por em votação a continuidade do auxilio emergencial?

Resposta: Ao longo de 2020, defendemos um novo programa, no qual a base da pirâmide brasileira, que está fora do Cadastro Único, tivesse um tratamento diferenciado na pandemia. Como não conseguimos avançar em 2020, por falta de interesse da presidência da Câmara, a próxima oportunidade será quando votarmos o orçamento de 2021, agora em fevereiro. Esse será o momento de ver como podemos apoiar os nossos irmãos que estão abaixo da linha da pobreza.

Sabemos que existe um grande movimento por parte de parlamentares e da sociedade civil para que seja colocado em votação o impeachment do presidente da República, dezenas de pedidos já estão protocolados na Câmara, qual a sua opinião sobre isso? O Sr pretende dar inicio ao rito do processo?

Resposta: Eu tenho dito em todas as minhas entrevistas que impeachment não é pauta de candidato a presidente da Câmara. Esse assunto será tratado no momento oportuno, se tiver necessidade, com a composição da Câmara dos Deputados. O atual presidente da Câmara tem mais de 50 pedidos de impeachment e não pautou nenhum. A pergunta deve ser dirigida a ele.

Quais as suas considerações finais, o que os brasileiros podem esperar do Sr caso seja eleito como presidente da Câmara Federal dos Deputados?

Eu vou lutar por uma Câmara mais austera, independe, digna e que dê voz a todos os parlamentares. A minha função ali, como presidente, será de representar os deputados, harmonizar a casa e dar previsibilidade ao trabalho dos meus colegas, com as pautas decididas todas as quintas-feiras pela decisão da maioria da composição do colégio de líderes. Nós vamos fazer valer o regimento interno e garantir transparência na distribuição das relatorias, das MPs, dos projetos de lei. Quero, com o conjunto de parlamentares e suas lideranças, colocar em votação assuntos e reformas estruturantes que o país precisa. Esse é o nosso compromisso com o país.

Fotos: Créditos: Rodolfo Vilela

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