De funcionário a empresário pet

No momento de incertezas políticas, financeira e instabilidade no mercado de trabalho, um dos primeiros caminhos que a população decide tomar, é o empreendedorismo. Nessa tomada de decisão, um dos primeiros caminhos que se entra é no de alimentação.

Mas será que você teria coragem de se aventurar em um negocio novo e seu, mesmo sabendo que está tranquilo no seu emprego, carteira assinada e a única preocupação era pagar as contas do final do mês? Essa necessidade de crescer e se arriscar sem medo de ser feliz foi o que motivou o senhor Jackson Lemos de Oliveira.

Se você ainda não associou o nome à pessoa ou ao pequeno empreendimento, mas com grande potencial de crescimento, certamente você já ouviu falar no Dudu Passeio, empresa especializada em transporte de animais domésticos e adestramento.

Jackson era funcionário de uma pet shop. Responsável em fazer o transporte dos bichinhos entre a residência dos donos até a clinica de animais, surgiu uma oportunidade, ou melhor dizendo, uma ideia. A clinica atendia com o serviço de transporte dos animais até determinada hora do dia. Vez por outras, os donos dos animais ligavam pedindo socorro para Jackson, que viu uma oportunidade de fazer uma renda extra após o horário de expediente.

A demanda foi crescendo e nosso visionário precisou optar por se manter em uma emprego fixo ou entrar de vez na empresa que ele imaginava que deveria ser. Mas nosso personagem não se aventurou sem um planejamento. Jackson estudou a viabilidade de continuar o serviço, mas que fosse dentro da legalidade.

“Eu já dominava aquele meio e tinha a confiança da clientela, que querendo ou não, já tinha pronta. Conversei com meu antigo padrão das minhas intenções, ele incentivou e fiz meu planejamento, juntamente com minha esposa. No inicio ela se assustou, mas viu que tinha possibilidade. Buscamos o Sebrae para tentar abrir o negocio com a orientação deles. O que foi assertivo, pois me fez buscar meios de mostrar que não estava ilegal e também estaria contribuindo com o desenvolvimento da minha cidade”, disse Jackson.

O negocio que Jackson queria iniciar, não possuía nenhum tipo de registro no estado ou semelhante. Ele estudou a legislação, casos de sucesso até chegar à criação de regras que atendessem as necessidades dele e dos órgãos fiscalizadores. Nosso empreendedor não só buscou ser correto, como acabou legislando em causa própria. Jackson é o primeiro e único responsável em transporte, passeio e adestração de animais.

“Eu faço o transporte de todos os bichinhos na carrocinha que adaptei toda para isso. Adestro os animais se for de interesse para os donos. Aqueles que optaram pelo adestramento também recebem um treinamento para se adaptar a nova maneira dos seus animais, do contrário meu trabalho seria em vão. Não quero somente lucrar, quero compartilhar o conhecimento com as pessoas que tem um sentimento por seus animais”, destacou o treinador.

Investimentos

Jackson utilizou parte de sua restituição para investir na adaptação de suas necessidades, como compra da carroceria, coleiras e o que existe mais moderno para os cuidados não só dos animais, mas também do ambiente de convivência com outras pessoas.

“Eu consegui adaptar um produto que o animal fez o dejeto em lugares públicos ou mesmo no meu ambiente de trabalho, eu junto e na sequencia jogo esse produto que seca o xixi ou mesmo os restos de dejetos, transformando aquilo em um pó e deixando o lugar cheiroso, mesmo depois de eu ter coletado tudo que o animalzinho produziu e jogo no lixo”, enfatizou.

Ele revela que gastou uma média de vinte mil reais para adaptar a empresa desde a formalização até a estrutura de saída com os animais.
“Hoje graças a Deus já tirei tudo que investi e estou tirando bem o lucro, pois consigo pagar o aluguel de uma casa melhor, manter a escola das crianças, manter as contas em dia e ficar tranquilo. Esse é um mercado em expansão. Não tenho medo de concorrência. Já apareceram alguns aventureiros e os clientes sabem o que querem e o que é de qualidade, por isso o próprio mercado seleciona”, frisou o empreendedor.

Sem tecnologia

Em meio à era crescente da modernidade tecnológica, nosso personagem é avesso as famosas redes sociais, sites entre outras linhas de divulgação. Jackson acredita no tradicional marketing boca-a-boca.

“Como eu falei anteriormente, o mercado seleciona os profissionais por suas qualidades. Alguns dizem que tenho receio da concorrência, não tenho nada a temer a não ser Deus, que me abençoa assim como vem fazendo desde que colocamos o Dudu Passeio no mercado. Nossos clientes divulgam nossos serviços e isso é bom, demonstra que estamos acertando. Se eu aderir as modernidades, corro risco de ficar maior e perder essa qualidade, tudo tem seu tempo e estamos caminhando de vagar, basta ligar que iremos atender”, afirma o empresário.

Origem

Assim como eu, certamente você percebeu que Jackson não pode virar Dudu, pois não tem nada que possa virar apelido. A origem do Dudu Passeio surgiu com o carinho que ele tem com os filhos, a Maria Eduarda e o Eduardo, dai a origem Dudu.

Serviço

Se essa matéria te chamou a atenção ou despertou a curiosidade pelo serviço, você pode encontra-lo com sua esposa no final do dia pelo parque do tucumã, pelo Palácio Rio Branco ou ligar no (68) 99931-6425.

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